“Estado, condição, caráter, do que ou de quem goza de autonomia, de liberdade com relação a alguém ou algo.”

07.09.2017 mais um dia da independência do Brasil. A história que nos foi contada e que é reproduzida até hoje é que Don Pedro deu o grito de independência as margens do Rio Ipiranga.

Mas… Independência e liberdade… Para quem?

Quando eu resolvi montar o Que tal aprender espanhol?, fiz questão da mascote ser inspirada em mim: mulher, negra e latina. E essa é a Babi.

Por que um curso de espanhol deveria abordar questões sociais e fazer textão? Como está no nosso Sobre:

“Acreditamos que o aprendizado de uma língua vai muito mais além de fórmulas gramaticais. A cultura engloba pontos sociais, políticos, econômicos, sustentáveis… E todos esses pontos são importantes para nós. Não queremos formar apenas pessoas fluentes na língua espanhola! Nosso objetivo é estimular o espírito crítico, em diversas áreas do conhecimento e fazer com que o aluno tenha habilidade para compreender e escrever textos ou participar de debates, por exemplo. Como a diversidade cultural da língua espanhola, abraçamos e respeitamos as diversidades. Somos mais de vinte países falando espanhol, como língua oficial, no mundo.”

Por trás de cada pessoa que acompanha e compartilha o nosso conteúdo, existem valores e percepções diferentes. E, por todo mundo ser diferente, respeitamos as diferenças.

Uma língua que é falada em mais de 20 países como língua oficial não é homogenia… Tu realmente achou que o Brasil seria? Vários países que falam espanhol caberiam no Brasil. hahahhaa

Agora, me faz um favor. Imagina o que é não ter liberdade? Não ser independente nesse dia que o Brasil brada a sua independência?

Isso é ser mulher. É ser negra. É ser latina.

Os números de violência contra as mulheres são enormes, mesmo que sejam poucas as denúncias.  No Brasil, um estupro acontece a cada 11 minutos. Segundo a ONU Brasil, uma mulher é morta a cada 2 horas no Brasil. Recentemente, foram expostos casos de abusos em ônibus, Uber, rua. Mulheres são mortas pelos seus ex ou atuais companheiros pelos motivos mais banais possíveis. O Governo de Pernambuco, por exemplo, começou a utilizar o termo feminicídio homicídios motivados pelo gênero a partir dessa segunda (4). Como a gente disse no post do #NiUnaMenos, o jornal El País fez, na sua versão em espanhol e em português, um post super didático com algumas palavras SUPER importantes pra a gente entender a causa feminista, por exemplo, o feminicídio:

A violência está escancarada e a minha pergunta é: liberdade de quem? Independência de quem?

Avançamos muito nos últimos anos e retrocedemos muito nos últimos meses. Conseguimos o direito ao voto e ao trabalho, por exemplo. Mas ainda encaramos como absurda a amamentação em público. O abuso, em todas as suas vertentes, não é encarado como algo tão grave quanto deveria ser. Porque, de modo geral, a nossa sociedade segue ideais machistas.

A independência da mulher vai muito mais além de poder trabalhar sem um aval masculino. Passa por andar na rua sem medo, usar seu corpo como quiser, quando quiser, porquê quiser.

Nossos corpos, nossas regras. Ninguém tem o domínio sobre outro ser humano.

Não vamos parar de lutar. Somos livres, feministas, independentes, negras, africanas, brancas, latinas, europeias, americanas, asiáticas.

Sem separação pela religião, sem concorrência, sem brigas. Com sororidade.

Nós, mulheres, resistimos e lutamos.

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