Eaeeeeee mis amigos do #QTAE, cómo están?

Espero que ótimos e prontos para mais um lindo texto para nosso blog…

Peço desculpas a todos vocês por ter me ausentado algumas quintas feiras com os meus textos, mas tinha que resolver coisas pessoais!

Conforme dito no último texto, hoje falarei da música que comentei a vocês “Latinoamérica” de “Calle 13”, tomara que já tenham ouvido a música para assim já terem uma idéia dessa magnífica letra que tem esta canção, então vamos lá:

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Esta preciosa música faz referencia ao colonialismo e que mesmo com todas estas diversidades latentes, América Latina renasce da tempestade com mais força, lutando pelo que nos pertence. O continente tem sido influenciado na sua maior parte pelo capitalismo e submetido à exploração, tanto das matérias primas como da mão de obra, o que promove o desenvolvimento das potencias mundiais, as quais acham ter o direito de passar olhando para cima das pessoas e povos originários, impondo as suas crenças e tradições, eliminando assim o nativo desse lugar…

Para dar assim um passo à superioridade e abuso de poder, trazendo relações verticais hierárquicas, que aumentam as brechas econômicas e sociais, denegrindo a identidade de diversas culturas. Se hoje em dia as grandes potencias são o que são, é graças ao sacrifício daqueles que estes mesmo viam como algo básico, já que é América Latina quem abastece e enriquece com os seus recursos.

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Eduardo Cabra e René Pérez

Mas agora que fico pensando, o que faz este trabalho ser o mais importante do que tantos outros deste mesmo grupo?

O primeiro conceito que temos deste trabalho seria “o poder devastador da simplicidade”. Se fizermos uma análise fria, vamos encontrar imagens que contam histórias sobre a rotina de um povo sofrido, que mesmo tendo todas estas dificuldades continuam erguendo a cabeça sem importar a situação, tanto assim gente que quando assisto este videoclipe me faz lembrar a muitos camponeses do meu país que acordam bem cedo e estão nas esquinas vendendo algo, ou simplesmente consumindo uma xícara de “Emoliente” (bebida quente feita de linhaça e várias ervas), uma bebida é tão quente que ainda sai o vapor da água ao momento de ser servido nestas partes frias do Peru.

É um videoclipe que me traz nostalgia e lembrança do povo que sofre diariamente para talvez ganhar um pão, ganhar uns trocados para assim comprar adubo para suas colheitas, em outras palavras, esta gente sofrida é a coluna vertebral de todo país.

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No inicio do clipe temos uma apresentação bem simples de uma radialista chamando o grupo para cantar, num estúdio onde as paredes são de barro, um cartaz que chama a nossa atenção por dizer “En este momento soy parte de tu día”. A partir dali já podemos compreender que o clipe trata-se de um protesto, o qual varia seu discurso entre crítica social, construção da identidade de um povo e os valores que constroem seu orgulho. Nesta música encontramos a força dos versos que são tão encantadores como: “Soy, soy lo que dejaron/Soy toda la sobra de lo que se robaron/Un pueblo escondido en la cima/Mi piel es de cuero/por eso aguanta cualquier clima”

Ou até mesmo:

“Soy lo que sostiene mi bandera/La espina dorsal del planeta, es mi cordillera/Soy lo que me enseñó mi padre/El que no quiere a su pátria, no quiere a su madre/Soy América latina, un pueblo sin piernas pero que camina”.

Nestes poucos versos já encontramos grande significado na música, e se perceberam, dentro da musica surge um refrão com um trio de vozes tradicionais de diferentes países. Primeiro, temos a voz de “Toto La Monposina” (cantora folclórica colombiana), logo em seguida, a brasileira “Maria Rita” e, por último a peruana “Susana Baca”. A força deste refrão traz muito mais do que uma melodia, temos uma interpretação que deixa explícito a diversidade cultural, onde toda essa infinidade de diferenças étnicas são o que nos fazem iguais.

Os versos cantados em português por Maria Rita e em castelhano pelas outras duas cantoras, falam de elementos que jamais poderão ser comprados ou usufruídos sem ser por aqueles que vivem por aqui, e que tudo isso é posse dos que vivem lá. Também que não importa o quanto a América Latina tenha sido roubada nestes últimos séculos, há coisas que só existirão por aqui e que são essas coisas que constroem nossas culturas, nossas pessoas, nosso povo.

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Há também um ponto peculiar se olharmos pelo ponto de vista brasileiro, um questionamento que surgiu quando ouço esta música, e agora que moro no Brasil eu perguntaria:

Como é possível ser brasileiro sem ser latino-americano?

Até pesquisei um pouco na net sobre este tema e achei um link da “G1” que deixarei aqui com vocês para puderem ler:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/12/brasileiro-despreza-identidade-latina-mas-quer-lideranca-regional-aponta-pesquisa.html

Não estou falando de questões geográficas e sim em questões culturais, já que esta pergunta é tão forte quanto o refrão da música se levarmos em conta que em muitos lugares, principalmente nas grandes cidades, muitos brasileiros sequer se preocupam com seus vizinhos ou com todo valor cultural que compartilham, mesmo sem saber. Talvez esta música pudesse servir como uma porta com a possibilidade de um retorno às suas origens, raízes. E que podemos ir bem mais longe se pensarmos que talvez fosse mais fácil construirmos nossa identidade cultural por aqui do que tentar copiar a identidade de outros lugares, com outras histórias, na ilusão de que isso solucionaria as coisas.

Às vezes fico pensando ainda, será que alguns de nós não continuamos roubando o resto da sobra que outros deixaram para trás? Reproduzindo o que fizeram conosco durante tanto tempo?

A sobrecarga cultural que encontramos nestes 5 minutos de música, poderia ser facilmente um hino da América latina. A grande mensagem é que não somos filhos de uma pátria ou outra, a idéia é demonstrar que neste “continente” somos todos filhos de tudo, de cada costume, de cada povo, de cada crença, de cada santo. É toda essa mistura de culturas que nos acolhe, nos cria, nos inspira e nos alimenta. E não importa o que o dinheiro possa comprar minha gente, mas nunca, nunca, vai alterar as nossas raízes.

Eae meus amigos, chega deu uma nostalgia e tristeza enorme ao fazer este texto, espero que possam pegar a essência desta música, e assim, a levem junto comigo, como um hino das nossas lindas terras. Comigo é tudo por hoje, me digam, o que acharam? Qual a sua opinião ao respeito? Não esqueçam de nos seguir nas redes sociais e curtir a gente, cuidem-se muito, abraçossss!!!

“Soy América latina, un pueblo sin piernas pero que camina”.

Link do vídeo com legendas em português.

 

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