E ai, viajante, vamos continuar nosso passeio pela Bolívia? 

Hoje vamos conhecer La Paz que está localizada a mais de 3.600 metros de altitude e é considerada a cidade mais importante da Bolívia. O local conta com quase 1 milhão de habitantes, sendo sua maioria descendentes dos povos andinos que, ainda hoje, vivem em condições econômicas modestas.

De cara o turista se depara com uma geografia que literalmente separa os ricos dos pobres, por lá, as classes sociais são uma questão de altitude. Os mais ricos, geralmente brancos e descendentes dos espanhóis, vivem na parte baixa da cidade. Com mais oxigênio disponível, essa área compreende o centro e seus prédios modernos.

Enquanto isso, os mais pobres, de origem indígena, vivem nas encostas da Cordilheira – mais ao alto e com menos oxigênio presente – em casas inacabadas de alvenaria. A regra na capital boliviana é simples: quanto mais alto, pior.

Como chegar em La Paz?

A forma como você vai chegar na cidade depende do quão aventureiro você é. Dá pra ir de avião, mas também dá para ir de trem. Isso mesmo, de trem!

Se for de avião, saindo de terras brasileiras, você pode pegar algum dos voos operados pela Avianca, a LATAM ou Boliviana de Aviación (BoA) que são as companhias aéreas mais comuns para a realização do percurso. A conexão é feita quase sempre em Santiago (Chile) ou Lima (Peru).

Agora, se você quer ir de trem a viagem é mais longa, mas é uma das favoritas dos mochileiros. A aventura começa em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, onde você deve tomar um ônibus até Puerto Quijarro, que fica na fronteira entre os dois países. Lá, você vai tomar o famoso “trem da morte”, com sentido a Santa Cruz de la Sierra (falaremos sobre Santa Cruz em breve).

Ao todo são 18 horas de percurso pelas linhas ferroviárias bolivianas. Chegando em Santa Cruz, você vai pegar um ônibus com destino a La Paz. Apesar de ser um longo trajeto, essa é uma das formas que os aventureiros mais buscam quando viajam pela América do Sul.

Onde ficar em La Paz?

Se hospedar pelo centro da cidade sempre é uma boa pedida, em La Paz não é diferente, haja vista ser o local onde todos os pontos turísticos estão localizados. Além de abrigar a Avenida 16 de Julio, com grande número de restaurantes, pubs e bares.

Se é pra curtir um clima mais boêmio vá para o bairro Sopocachi
onde também tem uma grande concentração de restaurantes, bares, pubs, cafés e casas noturnas. Fica a 15 minutos de carro do centro e conta com prédios comerciais, embaixadas, bancos e lojas de conveniência ao redor.

Tem o bairro San Miguel, considerado o bairro mais nobre de La Paz, é também o que fica mais ao sul da cidade. Está localizado a 8 km do centro, em sua área você encontra lojas de grifes, restaurantes renomados e boas opções de entretenimento.

O que fazer em La Paz?

Marcadas pela história e pelas tradições, as cidades bolivianas se destacam também por seus recursos naturais. Por isso é indispensável que você faça uma visita ao Valle de la Luna, que tem uma paisagem geológica marcante, que relembra mesmo a estrutura lunar, com vista impressionante para a Cordilheira dos Andes.

Valle de la Luna, La Paz, Bolívia. Foto: Quanto Custa Viajar

Já em Tiwanaku, você vai encontrar ruínas de uma antiga civilização, que desde 1.580 a.c mantem seu território com 600 hectares intacto.

Tiwanaku, La Paz, Bolívia. Foto: La Paz Life

A vista privilegiada da cidade é conquistada no Mirador KilliKilli, que revela todos os contrastes interessantes entre as casas simples de tijolo, arranha-céus, montanhas e picos nevados. Um passeio de teleférico em El Alto também oferece uma vista de tirar o fôlego, literalmente, para quem tem medo de altura.

Mirador KilliKilli, La Paz, Bolívia. Foto: TripAdvisor

Entre as vias mais conhecidas de La Paz, você certamente vai passar pela Sagárnaga, onde se concentram hotéis, agências de viagens, restaurantes e cybercafés. Tem ainda o Mercado de las Brujas, ao ar livre, com suas produções que marcam as tradições andinas, como ervas medicinais, especiarias, roupas tradicionais e artefatos supersticiosos.

Mercado de las Brujas, La Paz, Bolívia. Foto: TripAdvisor

Na região de San Francisco, Rosário e San Miguel, as construções datadas em torno de 1500 conquistam olhares e cliques fotográficos. As igrejas do século passado, como a Catedral de San Francisco, o Congresso Nacional e os palácios do governo ficam na Avenida El Prado, em Plaza Murillo, o bairro mais antigo da cidade.

Catedral de San Francisco, La Paz, Bolívia. Foto: Comunicacion
Plaza Murillo, La Paz, Bolívia. Foto: He Gets Around

Os museus são fechados às segundas-feiras, mas vale visitar o Museu do Ouro, o Museu Arqueológico de Tiwanaku, e o Museu da Coca, destinado a reunir informações sobre a folha da coca, muito consumida no país, as propriedades terapêuticas e nutricionais, e até mesmo críticas sobre o uso entorpecente deste recurso natural.

E, sendo uma cidade tão tradicional, tem agito noturno? Sim!
Reconhecida em 2015 pela National Geographic como a terceira cidade com a noite mais empolgante do mundo, La Paz conta com opções interessantes para aqueles que gostam de diversão após o horário comercial.


O bairro mais boêmio (e também artístico) de La Paz é o Sopocachi.
Ao redor da Praça Abaroa há diversos pubs, bares e cafés, então essa é uma região a ser cogitada por aqueles que ainda estão indecisos. Outro ponto bem boêmio de La Paz é a chamada “Zona Dorada”, que fica nas imediações da Avenida Álvaro Obregon. Por lá há grande diversidade de restaurantes, bares e casas noturnas, sendo outra ideia viável para quem está indeciso.

Culinária em La Paz:

A culinária andina é bem especifica no que diz respeito aos sabores e ingredientes usados. Logo no café da manhã, se prepare para comer coisas inusitadas como Api, uma bebida feita com farinha de milho, canela e cravo, e Buñelo, bolinhos doces de massa frita cobertos com mel.

Outra opção para começar o dia é o Marraqueta, pão feito com farinha, água, sal e levedura, que costuma ser acompanhado de café. Ou ainda a Saltenha, tipo de pastel, só que assado, recheado com queijo, frango ou carne.

Os ingredientes naturais, mais saudáveis, chegam através das típicas sopas andinas, servidas como entrada. Sopa de quinoa, Chuño, feita com batata seca, cenoura ou milho, e Chairopaceño, composta de carne de cordeiro, estão entre as mais populares.

Pode-se ainda provar carne de lhama, o animal mais visto pelo país. Servida assada, cozida, frita ou ainda como recheio em massas e até mesmo pizzas. E para controlar a altitude, o tradicional chá de coca vai bem, assim como mastigar suas folhas, que são facilmente encontradas e a baixo custo.

Agora, para aproveitar tudo isso da melhor forma possível, não dá pra ir arriscando o portunhol, né? Nós oferecemos cursos de espanhol específicos para viagens. Basta preencher nosso formulário aqui e a equipe do Que Tal vai entrar em contato agendando uma aula experimental.

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Boa viagem!


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