O país do futebol tem respirado o esporte nas últimas duas semanas. Entre a Copa do Mundo Feminina e a Copa América, os amantes da bola redonda estão em êxtase com tantas partidas passando na TV.

Que o jogo é amado por aqui, não restam dúvidas. E como bons amantes que somos, achamos que entendemos tudo sobre o assunto – é como dizem: de médico, treinador de futebol e doido, todo mundo tem um pouco. Se você nunca viu um o jogo de futebol e não ficou irritado com alguma coisa, você está fazendo isso errado!

É bem comum ver sempre o público pegando no pé do árbitro. E como sofrem, viu! Correm o jogo inteiro, são xingados e não podem nem tocar na bola – a vida não está fácil pra eles. Mas e de onde vem todas essas regras do futebol? Quem disse que falta dura é amarelo e mão na bola na área é pênalti?

No início, o jogo não era tão organizado como conhecemos hoje. Para se ter uma ideia, qualquer jogador podia pegar a bola com as mãos, e o tiro de meta era cobrado por quem pegasse a bola primeiro!

As coisas mudaram em 1863 quando a Federação Inglesa escreveu o FA Minute Book, que é considerado o manual do futebol moderno. As regras eram fundamentais, delimitando o tamanho do campo, as infrações e as saídas.

Em 1865 a revista Bells Life publicou uma nova versão das regras do jogo. A mudança mais significativa foram o impedimento e o uso das mãos, o que foi distanciando o futebol do rúgbi, aonde, até então, possuíam regras muito similares.

As 13 diretrizes passaram a ser 17, e hoje são a base das regras do futebol. Obviamente que, com passar dos anos, as regras foram sofrendo alterações a fim de tornar o jogo mais claro e mais simples. Algumas dessas primeiras regras tratavam da dimensão do campo, do tamanho da bola, da distância entre as balizas, impedimento, lace livre, entre outros. Outras que foram introduzidas com o passar dos anos foram a existência do árbitro, que, àquela época, era um para cada lado do campo (1874), a criação do goleiro (1871) e o pênalti (1891), por exemplo.

O jogo que assistimos hoje passou por muitas evoluções ao longo dos anos. Aperfeiçoamentos na parte técnica dos que estão dentro e fora do campo foram montados no decorrer da história. Mas mesmo diante dos acréscimos, a essência do jogo nunca mudou, e isso não aconteceu por acaso: as mudanças feitas têm sempre o intuito de manter a simplicidade, valorizar o jogo “jogado”, o espetáculo dentro das quatro linhas.

Hoje o futebol brasileiro, mais especificamente a seleção masculina, vem passando por um momento de pouco prestígio. Assistindo em casa ou indo à um estádio, o que vemos é um time de estrelas mas sem brilho, pragmático no jogo. Vale lembrar que o futebol brasileiro é conhecido por sua irreverência, pela qualidade individual e, lógico, pelos dribles. Então resgatemos o amor pela camisa e reencontremos o caminho do gol, senão, duro continuará a ser.

And that’s it, folk! Bom São João e até semana que vem 🙂

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